Nº 2525/2526 - Junho/Julho de 2012
2525/2526 - Junho/Julho de 2012
EDITORIAL
General
José Luiz Pinto Ramalho
Dois acontecimentos, ocorridos durante o mês de Junho, devem ser considerados no debate estratégico, que nos conduzirá à futura elaboração do Conceito Estratégico de Defesa Nacional (CEDN) ou Conceito de Segurança e Defesa Nacional (CSDN), tendo em conta as Bases, que foram elaboradas pelo IDN, mas que deixaram de ser assim referidas no Despacho do Senhor Ministro da Defesa Nacional, que cria a Comissão para a revisão do CEDN.
 
O primeiro foi a tomada de posse da Comissão que, de acordo com o referido Despacho, vai preparar uma proposta sobre as Grandes Opções do Conceito Estratégico de Defesa Nacional (GOCEDN) para, nos termos da Lei, ser submetido à Assembleia da República para debate; espera-se que a Comissão conclua os seus trabalhos até 20 de Setembro deste ano, seguindo-se naturalmente a elaboração do CEDN pelo Governo, a emissão de pareceres pelo Conselho de Chefes de Estado-Maior (CCEM) e pelo Conselho Superior de Defesa Nacional (CSDN) e, posteriormente, a aprovação pelo Conselho de Ministros.  [...]
Breves Considerações sobre o Conceito Estratégico
General
António Eduardo Queiroz Martins Barrento
O conceito estratégico é um documento importante do racional estratégico português. Tendo sido nomeada uma comissão para rever o conceito estratégico, neste pequeno artigo questiona-se a oportunidade de tal revisão. Além disso, apresenta-se algumas reflexões sobre a estratégia e a utilização dos vectores estratégicos, nomeadamente o vector militar e refere-se um outro documento que deverá servir como base da estratégia organizacional e logística das Forças Armadas.
A segurança do emprendimento de Cabora-Bassa (1970-1973)
Tenente-general
Abel Cabral Couto
A construção do empreendimento de Cabora-Bassa constituiu um desafio singular, de que a História Militar não é fértil: a realização de uma das maiores obras de engenharia, e não só, do continente africano, numa região árida, inicialmente desprovida de comunicações, distante cerca de 600 Km de um núcleo de civilização aceitável (Beira), numa região que era palco de um conflito subversivo, e com condicionamentos vários, que incluíam limitações à simples presença de forças militares.
  
A decisão sobre a execução do empreendimento não foi precedida de qualquer estudo consistente sobre as potenciais consequências resultantes para a guerra já há vários anos em curso em Moçambique. Esta circunstância constitui um exemplo paradigmático do frequente divórcio entre a Política e a Estratégia.
 
Pelas funções que desempenhou no QG do Comando-Chefe de Moçambique o autor foi um intérprete e um observador privilegiado de toda a problemática relacionada com a segurança das várias dimensões do empreendimento e que viveu intensamente. Com as lacunas e a imprecisões inerentes ao facto de se apoiar exclusivamente na memória que guarda de acontecimentos e situações ocorridos há 40 anos, o autor procura dar um testemunho sobre o contexto militar em que a segurança do empreendimento se desenvolveu e sobre as soluções aplicadas, estudadas ou previstas, sobre as dificuldades encontradas, sobre os sucessos obtidos e sobre os insucessos verificados, relativamente aos quatro problemas securitários fundamentais: o da construção da barragem; o do transporte da Beira até Cabora Bassa, dos equipamentos concebidos e fabricados especificamente para o empreendimento; o da linha de transporte de energia; e o da vigilância e controlo da futura albufeira.
Terrorismo, uma ameaça perene
Coronel
Nuno Correia Barrento de Lemos Pires
O terrorismo existe, não abrandou e é uma ameaça que não deve, nem pode, ser desprezada por ninguém. Clamar vitória contra grupos terroristas é possível, mas contra a ação terrorista, é imprudente, de dimensão viável frágil e irrazoável.
 
A Al-Qaeda pode estar muito debilitada mas os efeitos das suas ações continuam bem ativos. Na China existe o movimento muçulmano Uyghur, na região do Afeganistão e do Paquistão temos o HIG e o Haqqani, no Magreb o AQIM ou o Boko Haram, etc.
 
Este estudo pretende enquadrar o uso duma tática (ou técnica), como é o terrorismo, na história, no presente e nas principais doutrinas em “voga”, com o auxílio da caracterização das chamadas “novas ameaças” e no final tentar demonstrar que se constitui e constituirá como uma ameaça perene.
Informações Militares - O atual ambiente estratégico
Major
José Paulo Silva Bartolomeu
As ameaças e os conflitos atuais exigem das Forças Armadas e das suas Informações uma elevada capacidade de resposta inserida numa postura de Defesa Cooperativa. Na primeira parte deste estudo, que tem como objeto as Informações Militares para Portugal, faz-se uma caraterização do atual ambiente estratégico, onde se apresentam o sistema internacional, ameaças, perigos e conflitualidade, com particular incidência nos conflitos armados e na resposta da OTAN.
Crónicas Militares Nacionais
Tenente-coronel
Miguel Silva Machado
  • STRIKEFORNATO oficialmente recebida em Portugal;
  • Dia da Marinha 2012;
  • Comissão para a Revisão do Conceito Estratégico de Defesa Nacional;
  • Fragata “Corte-Real” termina missão no Índico;
  • Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas;
  • XIX Encontro Nacional de Combatentes;
  • Exército termina missão no Líbano.
Crónicas Bibliográficas
  • Relações internacionais. Geopolítica e geoestratégia
        - O Estudo e a Problemática
        Tenente-general José Carlos de Araújo Azevedo do Geraldes
 
  • 2011 O Ano em que o mundo quase acabou

        Major-general Manuel de Campos Almeida

Major-general
Manuel António Lourenço de Campos Almeida
Tenente-general
João Carlos de Azevedo de Araújo Geraldes
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