Assuntos estratégicos de Segurança e Defesa

2545/2546 - Fevereiro/Março de 2014

IN MEMORIAM - General “Comando” António da Silva Osório Soares Carneiro (1928-2014)

IN MEMORIAM

 

General “Comando” António da Silva Osório Soares Carneiro

 

(1928-2014)

General
José Luiz Pinto Ramalho

EDITORIAL
General
José Luiz Pinto Ramalho

A recente situação na Ucrânia, para além de demonstrar a atual postura política da Rússia, na cena internacional, situação previsível, para a qual a Revista Militar alertava na última Edição, confirma também a fragilidade da estabilidade internacional, assim como a determinação política e atitude estratégica de outros grandes atores mundiais, como sejam a União Europeia, os EUA e a China.

Continuamos a viver, em termos de conjuntura internacional, um tempo particular de precariedade estratégica desconcertante, que gera inquietação perante um ambiente de incerteza, que tem permanecido após o fim da guerra fria. Estamos perante uma ordem internacional em que as características constantes são a incerteza, a ambiguidade e uma desregulação que tem vindo a gerar crises, um clima de instabilidade, que mina a confiança na garantia da construção do futuro, fruto também de uma fragilidade política, mesmo em regimes autoritários, que é desafiada nas ruas, nas redes sociais e perturbada ou mesmo paralisada, por influências ou acções extra-nacionais. [...]

Nota da Direcção
General
José Luiz Pinto Ramalho

Em 17 de dezembro de 2013, no Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa (ISCTE), em Lisboa, foi outorgado o grau de Doutor ao Coronel Nuno Correia Barrento de Lemos Pires, após prestar provas públicas na defesa da sua Tese de Doutoramento em História, Defesa e Relações Internacionais (Curso organizado numa parceria com a Academia Militar) sob o título “O Comando Holístico da Guerra: Wellington, Spínola e Petraeus”. [...]

A Grande Guerra e a arte militar
General
Gabriel Augusto do Espírito Santo

Até ao início do séc. XX, o controlo do globo era regulado, essencialmente, por potências como a Grã-Bretanha e a França.

Uma nova realidade emergiu, com a Alemanha a disputar a superioridade nos mares (à Grã-Bretanha), os territórios coloniais da França e das contendas nos Balcãs.

As declarações de hostilidade sucessivas entre os Aliados (França, Rússia e Grã-Bretanha) e os Poderes do Centro (Alemanha e Áustria-Hungria), conduziram à mobilização das respetivas forças e aos acontecimentos que conhecemos, hoje, como I Grande Guerra e que a história de encarregou de retratar, com a incapacidade da diplomacia para dissuadir os opositores, nos combate violentos e na afirmação de dotes militares de grandes comandantes alemães, russos, franceses, ingleses e americanos, a par das estratégias e dos desenvolvimentos tecnológicos e das mudanças geopolíticas que dela resultaram.

A entrada de Portugal na I Grande Guerra dá-se por força da defesa dos seus territórios ultramarinos (Angola e Moçambique), os quais se encontravam sob ameaça da Alemanha, a partir das suas possessões na África do Sudoeste e da África Oriental, tendo sido organizadas expedições militares para aquelas colónias.

Em nome da aliança que mantinha com a Inglaterra, a participação de Portugal na frente europeia, através do Corpo Expedicionário Português (CEP) e do Corpo de Artilharia Pesada Independente (CAPI), ficou marcada pelo sentimento de tragédia e nas consequências no seio da instituição militar e na sociedade.

Os assaltos de 4 de fevereiro em Luanda e o massacre de 15 de março no norte de Angola – antecedentes
Tenente-coronel
António Lopes Pires Nunes

Em 2011, eram passados cinquenta anos após os acontecimentos ocorridos no Norte de Angola, que marcam o início de uma longa guerra de treze anos, e que culminou com a independência desta, então, Província Ultramarina Portuguesa. Na nossa opinião, a efeméride não foi devidamente relembrada de forma institucional, repetindo-se o esquecimento de 2004, quando ocorreu o centenário da morte de Mouzinho de Albuquerque. Como então, o que se passou em Angola foi sendo recordado sobretudo por iniciativas individuais.

Para marcar o evento preparei, então, três artigos: o primeiro, “Recordando o Início da Guerra do Ultramar 50 anos depois”, foi publicado pela Revista Militar, no nº. 2512, de Maio de 2011, e o segundo, “A Sublevação da Baixa do Cassange”, está inserido na Revista Militar nº. 2517, de Outubro de 2011.

Critérios editoriais justificáveis estavam a espaçar os três textos que preparara, e que deveriam constituir um todo.

Perdendo-se a oportunidade de publicar, de seguida, o terceiro dos artigos, entrou-se no ano de 2012 com o assunto a cair no esquecimento e a perder interesse.

Surge agora a possibilidade de completar a trilogia, porquanto a Revista Militar aceitou publicar esse texto “Os Assaltos de 4 de Fevereiro em Luanda e o Massacre de 15 de Março no Norte de Angola”, resultante de uma conferência que proferi no dia 15 de Março de 2011 – exactamente no dia em que se perfaziam os cinquenta anos do “Massacre no Norte de Angola” –, no Núcleo de Castelo Branco da Liga dos Combatentes, com o qual considero encerrado, pela minha parte, este assunto.

A Defensão* de Moçambique. Sua evolução
Tenente-coronel
João José de Sousa Cruz

No presente artigo, face ao incidente que vitimou o jovem tenente Valadim, no fim do século XIX, no norte de Moçambique, explana-se a situação, nessa data, em Moçambique e no Continente Português, as soluções escolhidas politicamente para esta colónia, resumidas na instalação de Companhias da Carta e as tentativas de ocupação do Niassa assentes em reconhecimentos “musculados”.

Descreve-se a expedição do Major Machado, enviada pela Companhia do Niassa, em 1899, para liquidar o Mataca, baseada numa publicação com data de 1939, de autoria de Georges Stucky, cidadão suíço, que a intitulou “Diário de Campanha da Expedição contra o Mataca”.

Termina-se com um resumo da evolução, ao longo dos tempos, das tentativas de defesa da Colónia por parte do país colonizador.

Crónicas Militares Nacionais
Coronel
Nuno Miguel Pascoal Dias Pereira da Silva
  • A Força Aérea Portuguesa coopera com a Agência “FRONTEX”;
  • Protocolo entre o Ministério da Defesa Nacional e o Ministério da Agricultura e do Mar;
  • Tomada de posse do novo Chefe do Estado-Maior do Exército;
  • O Exército na consolidação da costa portuguesa;
  • Tomada de posse do novo Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas.

Prémio “Almirante Teixeira da Mota” / 2014

Revista Militar

Está aberto concurso na Academia de Marinha, até ao dia 1 de Outubro de 2014, para atribuição do Prémio “Almirante Teixeira da Mota”, de cujo Regulamento se transcrevem as condições mais importantes:

O Prémio “Almirante Teixeira da Mota” destina-se a incentivar e dinamizar a pesquisa e a investigação científica nas áreas de Artes, Letras e Ciências ligadas ao Mar e às Marinhas.

O referido Prémio, é constituído por um diploma e por uma quantia pecuniária no valor de e 5000 (cinco mil Euros).

Crónicas Bibliográficas: Alpoim Calvão, Honra e Dever

Alpoim Calvão, Honra e Dever

 

Autores:  - Dr. Rui Hortelão

               - Comandante Sanches de Baena

               - Comandante Abel Melo e Sousa 

 

Recensão: Tenente-coronel PilAv João J. Brandão Ferreira

 

Tenente-coronel PilAv
João José Brandão Ferreira
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Última revista publicada:

Nº 2589 - Outubro de 2017

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