Nº 2452 - Maio de 2006
2452 - Maio de 2006
EDITORIAL - Alertas à Segurança Global
General
Gabriel Augusto do Espírito Santo
 
Quem siga o que se publica, comenta ou analisa sobre o tema da segurança nos fora e imprensa internacionais terá notado as constantes variações havidas, nos últimos anos, quando se abordam as ameaças e riscos que podem afectar essa segurança, com ênfase para a segurança global. Segurança que esteve em elevado risco no longo período de confronto entre um e o outro e que se traduziu num crescendo de armamentos convencionais e nucleares mas que as estratégias de equilíbrio que foram conseguidas nas chancelarias através de reduções mútuas, consentidas e equilibradas desses armamentos permitiram controlar. Com pouca intervenção das Nações Unidas na segu­rança global, por paralisação do seu Conselho de Segurança, o equilíbrio estratégico foi mais conseguido pelo terror da destruição mútua assegurada com o instrumento nuclear do que pela cooperação. A Aliança Atlântica e a sua estrutura militar integrada desempenharam papel de relevo durante o período. O desequilíbrio estratégico começou pela Iniciativa de Defesa Estratégica lançada por um e que o outro não conseguiu acompanhar, conduzindo à fragmentação política e territorial da URSS e ao desmantelamento do Pacto de Varsóvia. (...)
Nota da Direcção - Revista Militar Suíça

Revista Militar
 
 
REVISTA MILITAR SUÍÇA
150 ANOS
 
A Revue Militaire Suisse completou os cento e cinquenta anos de publicação em 10 de Maio do corrente pelo que a Direcção da Empresa da Revista Militar saúda com amizade a sua irmã mais nova, cumprindo agradável dever de cordial camaradagem de segurança e defesa.
A Casa Militar da Presidência da República
Tenente-general
José Manuel Santos Faria Leal
 

 O artigo apresenta a experiência do autor no desempenho do cargo de Chefe da Casa Militar da Presidência da República, durante os dez anos dos dois mandatos do Presidente Jorge Sampaio.

Primeiro, é feita numa breve apreciação da Lei Orgânica da Presidência da República e demais legislação, relativa às Competências do Comandante Supremo das Forças Armadas e da Composição e das Competências do Conselho Superior de Defesa Nacional, presidido pelo Chefe do Estado.

 
Depois, o artigo apresenta a forma como a Casa Militar se organizou e desenvolveu as respectivas actividades, com a finalidade de cumprir os objectivos definidos pelo Presidente. Inclusivamente, refere os temas de maior preocupação e que necessitaram, durante o período em causa, de um acompanhamento mais atento.
 
A afirmação, logo apresentada no preâmbulo do artigo, de que a missão da Casa Militar, serviço de apoio directo ao Presidente da República, depende da personalidade e das funções que o Comandante Supremo das Forças Armadas quiser exercer, está bem explícita em todo o texto do trabalho, em particular nas suas conclusões.
Os Planos da Guerra Fantástica
General
António Eduardo Queiroz Martins Barrento
 

No quadro da guerra dos sete anos, o período das operações militares que decorreram em Território Nacional foi chamado de “Guerra Fantástica”, porque não são claros os objectivos que o invasor pretendia alcançar; porque não aconteceu a batalha; e porque aquilo que vemos são apenas marchas e contramarchas e alguns recontros.

Nestas circunstâncias o levantamento e a análise dos planos dos exércitos Borbónico e do exército Anglo-Português, que devem ter orientado as operações militares, podem dar algumas pistas para a compreensão daquilo que se passou em Portugal, nesta guerra, no longínquo ano de 1762.

 
A Crise Nuclear Iraniana: Os Dilemas da Comunidade Internacional
Tenente-coronel
Manuel Alexandre Garrinhas Carriço
 

A crise nuclear iraniana consubstancia o mais recente desafio à comuni­dade internacional no que respeita ao cumprimento de normas exaradas no Tratado de Não-Proliferação Nuclear (TNPN), dos quais o Irão é um dos Estados signatários.

 As opções ao dispor da comunidade internacional são limitadas e implicam, quer se queira quer não, concessões a Teerão em prol da continuidade das actividades de inspecção no terreno e não retirada do Irão do Tratado de Não-Proliferação Nuclear.
 
 
Perante os exemplos da Coreia do Norte, do Paquistão, e mais recente­mente do Acordo dos Estados Unidos com a Índia, e dado o empenhamento militar norte-americano tanto no Iraque como no Afeganistão, o tempo joga a favor de Teerão, e uma estratégia de retardamento será sem dúvida aquela que continuará a ser adoptada, explorando os crescentes interesses que a Rússia e a China têm na região, e que não são coincidentes com os dos Estados Unidos.
As Forças Armadas da Índia: Transformação e Emergência
Dr.
Constantino Hermanns Xavier
 
Este artigo aborda a emergência da Índia no contexto global, por via de uma análise das transformações e tensões nas suas forças armadas (FAI), e no seu sector de Defesa em geral. Na primeira parte, percorre o passado e o presente das FAI, oferecendo quatro perspectivas: uma primeira sobre a sua tradição e identidade, uma segunda sobre os conflitos militares pós-indepen­dência, uma terceira sobre a sua estrutura, equipamento e enquadramento institucional e uma quarta sobre a sua transformação estrutural e o seu relacio­namento com os poderes civis. Na segunda parte, foca quatro áreas em que se espelha especificamente a transformação das FAI: a capacidade nuclear, a indústria de Defesa, as importações de Defesa e a crescente especialização e cooperação internacional. Enfatizando as linhas de transformação, tensão e afirmação que atravessam estas áreas, o artigo conclui que as FAI espelham, tanto a emergência regional e global da Índia como as profundas transfor­mações e desafios que a sua diplomacia tem enfrentado nos últimos anos.
A Estratégia de Lisboa
Tenente-coronel
João Ricardo de Sousa Barbosa e Dias Costa
 
 
Este artigo foi feito com base num trabalho apresentado no âmbito do seminário “A Europa como espaço económico”, orientado pelo Professor Doutor Alfredo Marques e integrado no Mestrado de “Estudos sobre a Europa: Europa - As visões do outro”.
 
«…“Mais de um milhão” ou “quase três milhões” na rua contra código laboral. Depois de uma formidável demonstração de força nas ruas, contra uma reforma laboral polémica, todos os olhares em França estão voltados para o primeiro-ministro, Dominique de Villepin. Este mantém-se inflexível na sua recusa em anular uma lei tão contestada…».
 
Assim apresentava o jornal “Público” a contestação da juventude francesa à tão polémica lei do seu primeiro-ministro, que tinha ironicamente como objectivo libertar o mercado de trabalho em França, nomeadamente o dos jovens.
E em Portugal?
 
Ainda há bem pouco tempo os órgãos de comunicação social invadiam as nossas casas com notícias do descontentamento, que varria praticamente toda a sociedade portuguesa, em relação às medidas adoptadas pelo governo. Às fortes críticas da população e da oposição o governo contrapunha, em forma de resposta, com o Plano Tecnológico.
 
Mas de onde surge este plano tecnológico? E qual a razão destas movimentações sociais, com mais ou menos impacto, um pouco por toda a Europa?
 
A resposta é simples, mas nem por isso de fácil compreensão, e insere-se na denominada “Estratégia de Lisboa”.
 
É sobre este documento, assinado em 24 de Março de 2000 e relançado novamente cinco anos depois, que eu pretendo escrever este artigo.
 
Crónicas Militares Nacionais
Tenente-coronel
Miguel Silva Machado

 

  • Controladores aéreos terminam missão no aeroporto de Kabul;
  • Estaleiros Navais de Viana do Castelo divulgam contratos em curso com a Armada;
  • Programa de Apoio às Missões de Paz em África;
  •  “Corte Real” em Cabo Verde, Angola e S. Tomé e Príncipe;
  • Ministérios das Finanças e da Defesa acordam alienação de patri­mónio imobiliário;
  • Presidente da República visita as FND na Bósnia e no Kosovo;
  • VIII reunião de CEMGFA na Guiné-Bissau.
Crónicas Bibliográficas

 

  • Ascensão e Queda dos Impérios - Histórias de Guerra da China Antiga.
  • Geronimo e os Apaches - Autobiografia do Último Chefe Índio.
Major-general
Adelino de Matos Coelho
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