Nº 2499 - Abril de 2010
2499 - Abril de 2010
Editorial - Encontros com a História
General
Gabriel Augusto do Espírito Santo
Na última Reunião da Assembleia-geral da Empresa, uma deliberação aprovada mandatou a Direcção para dar sequência a uma ideia que ficou designada, num conceito abrangente e de contornos a aperfeiçoar, como “Encontros com a História”. Para o ano perfazem-se cinquenta anos sobre o início de um esforço militar da Nação que alguns designam por Guerra Colonial, outros por Guerras das Independências e nós entendemos designar pelas Últimas Campanhas do Império, já que, durante treze anos, este foi o último esforço da Nação para manter um Império que atravessou cinco séculos da sua História e que se traduzia num conceito estratégico militar muito simples: defender o Reino e preservar o Império.
Nova doutrina militar da Rússia
Embaixador
Pavel Fiodorovich Petrosvkiy
Foi estabelecida a nova doutrina militar da Federação da Rússia, que tem provocado grande interesse por parte da comunidade internacional. Na doutrina militar está reflectido o desejo da Rússia para a cooperação com os parceiros ocidentais sobre os problemas que preocupam todos e exigem a aproximação colectiva para a sua decisão. Em particular, na nova doutrina é colocada a tarefa de desenvolver a intercooperação com a OTAN e a UE no domínio da segurança internacional, nos fins da segurança internacional e na prevenção dos conflitos militares internacionais.
Oficiais Britânicos ao Serviço do Exército Português no Regimento de Infantaria 14 (1809-1814)
Dr.
João Torres Centeno
Major-general
Rui Moura
 
O Exército Português, no período da 1ª invasão francesa (1807-1808), foi dissolvido por ordem de Napoleão. A nomeação de William Carr Beresford para Comandante em Chefe do Exército Português, em Janeiro de 1809, é o ponto de partida para a reorganização do mesmo. Oficiais portugueses e jovens oficiais britânicos voluntários vão guarnecer a estrutura de comando e controlo do Exército Português que ao longo das seis campanhas da Guerra Peninsular, de 1809 a 1814, levaram o Exército Português da Batalha do Buçaco (27 de Setembro de 1810) à Batalha de Toulouse (10 de Abril de 1814).
 
Entre 1809 e 1814, mais de 300 oficiais britânicos prestaram serviço no Exército Português. No artigo é abordado papel que estes tiveram na formação e desempenho do Exército Português, bem como a forma dispersa como se encontra a informação a eles respeitante.
 
A título de exemplo é feita a síntese biográfica dos oficiais britânicos que prestaram serviço no Regimento de Infantaria nº14.
Curso de Doutoramento em Ciências Militares
Coronel
António de Oliveira Pena
O artigo pretende contribuir para reforçar a necessidade do estudo da Guerra, através da valorização  das Ciências Militares, por meio da existência dos três níveis académicos universitários, cursos de licenciatura, mestrado e doutoramento, e respectiva investigação científica, na Instituição Militar.
 
O trabalho articula-se em três números: Segurança e Defesa no século XXI; Consideração sobre normativos; Forças Armadas, instrumento relevante para desenvolver questões de Defesa e Segurança. Para fundamentar o primeiro número optou-se pelo estudo dos trabalhos publicados na Revista Militar sobre o assunto nos números de Janeiro de 2001 a Janeiro de 2010. No segundo recordam-se os normativos fundamentais a considerar para justificar a proposta de criação do curso no IESM. No terceiro número destaca-se a valorização da carreira militar com o acesso à Carta Doutoral em Ciências Militares dos seus membros de hierarquia mais elevada, enquanto, também, se releva a importância das qualificações académicas para facilitar o trabalho, e a investigação científica, ao longo de toda a vida.
 
Saudades de Timor
Tenente-coronel
João José de Sousa Cruz
Em 1967, há mais de 40 anos, viajei para Timor em barco fretado. Não se pode dizer que foi "um cruzeiro de luxo", como os há actualmente, mas face aos problemas que outros camaradas sofriam nessa época, nada há a comentar.
 
Este artigo é baseado noutro que escrevi no Boletim do Serviço Cartográfico do Exército em 1970, sobre a cartografia e o apoio topo-cartográfico que me foi possível fazer pela então província ultramarina de Timor. A rede geodésica que pude observar e os resultados obtidos constam do texto, além de uma pequena resenha histórica.
Balanço da primeira década do século XXI na UE/PESD
Coronel
Nuno Miguel Pascoal Dias Pereira da Silva
A UE, muito em especial após a ineficácia que demonstrou na resposta ao conflito dos Balcãs, iniciou uma política concreta de Segurança e Defesa a que foi dado o nome de Política Europeia de Segurança e Defesa (PESD).
Vamos ao longo deste artigo analisar o que foi feito durante a última década, em termos de Segurança e Defesa na União Europeia para responder cabalmente aos desafios que se lhe põem no actual Contexto Internacional.
Pretendemos também com este artigo responder à questão formulada anos atrás por um alto responsável da diplomacia Norte Americana que dizia desconhecer a quem telefonar na Europa em caso de crise?
Este trabalho foi por nós apresentado no Fórum dos Cidadãos em Coimbra numa Conferência patrocinada pelo Parlamento Europeu e pela Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra.
Contributos de Portugal para a Arquitectura de Paz e Segurança Africana
Tenente-coronel
Luís Manuel Brás Bernardino
A Arquitectura de Paz e Segurança Africana, ainda numa fase precoce de implementação e operacionalização, constitui para Portugal, nomeadamente através da cooperação na área da Defesa da Comunidade de Países de Língua Portuguesa, uma oportunidade de desenvolvimento das estratégias para África na vertente do apoio ao desenvolvimento sustentado e da segurança.
 
Estas estratégias comportam alguns riscos e desafios, e desenvolvem-se através da intervenção de cariz institucional junto dos Estados-membros e das Organizações Regionais Africanas, privilegiando uma estratégia “bi-multilateral”, participando e contribuindo regionalmente para a segurança em África. Continente que sempre nos lançou enormes desafios, mas também foi neste continente que soubemos, ao longo da História, tirar partido das maiores oportunidades.
 
Neste contexto, este artigo de opinião procura reflectir sobre os possíveis eixos estratégicos para a intervenção de Portugal em prol da segurança e desenvolvimento sustentado em África, dando especial ênfase à cooperação no sector da Defesa da CPLP.
 
Crónicas - Crónicas Militares Nacionais
Tenente-coronel
Miguel Silva Machado
  • Capelão-Chefe da Igreja Católica nas Forças Armadas e de Segurança;
  • Horas de voo da Força Aérea em 2009;
  • Nova direcção no Instituto da Defesa Nacional;
  • Conferência no “King’s College, London”;
  • Condecoração da Esquadrilha de Helicópteros da Marinha;
  • Programa de Estabilidade e Crescimento 2010-2013;
  • Militar português morre em serviço no Kosovo;
  • Autoridade Nacional para a Proibição das Armas Químicas;
  • CEME apresenta directiva para o biénio 2010-2011;
  • Missão no Uganda e Somália;
  • Dispositivo militar português no Afeganistão;
  • Nova força portuguesa inicia missão no Kosovo;
  • Aprovado o Estatuto dos Estabelecimentos de Ensino Superior Público Militar;
  • Estatuto do Instituto de Estudos Superiores Militares;
  • Partido Comunista quer alterar processo de decisão de envolvimento militar no estrangeiro;
  • Cooperação Luso-Belga - “Airlift Block Training 2010”;
  • Novos contingentes da GNR partem para Timor-Leste e Bósnia.
Nota da Direcção

Revista Militar
  • Atribuição do Prémio “Almirante Augusto Osório - 2008”.

 

 

 

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