Nº 2524 - Maio de 2012
2524 - Maio de 2012
EDITORIAL
General
José Luiz Pinto Ramalho
Na segunda quinzena de Maio teve lugar, em Chicago, mais uma Cimeira da OTAN e importa reconhecer que, à semelhança das anteriores, a intensa preparação, o esforço negocial nos diversos países membros, a par das múltiplas conferências e seminários preparatórios, tornaram os seus resultados algo previsíveis.
 
Contudo, para Chicago, permaneciam algumas interrogações. Eram quatro os grandes temas para decisão, para os quais continua a haver dificuldades na obtenção do consenso necessário, sendo a questão mais premente o modo como seria desenhada e credibilizada a estratégia de saída do Afeganistão, a concretizar em 2014, 2013 como o ano de transição e a continuidade do empenhamento da OTAN e da Comunidade Internacional no futuro. [...]
Smart Defence International Seminar - INCIPE Conference
General
José Luiz Pinto Ramalho
Este Seminário Internacional, realizado em Madrid em 26 de abril, abordou a atual crise financeira e económica na Europa, o seu reflexo nos Orçamentos da Defesa dos países membros da OTAN. Estiveram em debate os conceitos “smart defence“ e “pooling and sharing“ e a sua orientação na resolução de lacunas de capacidade essenciais à Aliança. Nesta conferência estiveram presentes também especialistas espanhóis, ingleses, americanos e do QG da OTAN em Bruxelas.
Flashes de Geoestratégia no Portugal Contemporâneo (1885-1974)
Tenente-coronel PilAv
João José Brandão Ferreira
O artigo faz uma rápida “viagem” pela História de Portugal, entre a Conferência de Berlim de 1884/5 e o 25 de abril de 1974, fazendo realçar o que mais de relevante se passou, no âmbito Geopolítico e Geoestratégico, e que afectou todo o território nacional.
A Formação no Exército Português: Paradigma da sua Evolução para o Século XXI
Tenente-coronel
Raul Manuel Alves Maia
A colocação em prática dos modelos e das metodologias preconizadas no novo Sistema de Instrução do Exército procuram, de alguma forma, clarificar onde queremos colocar o nível de desempenho dos quadros do Exército Português. A questão é se deverá ou não, existir uma mudança de paradigma.
 
Para este estudo e para responder à questão, a abordagem será sistémica, porque pretendemos gerir o conflito que hoje existe em relação ao levantamento das competências necessárias ao desenvolvimento de um determinado cargo versus a formação necessária para preparar um determinado individuo para obter os desempenhos exigidos pela organização.
 
Simultaneamente, o Exército terá que ajustar a formação de acordo com a sua missão, a formação prevista no Catálogo Nacional de Qualificações e permitir aos militares regressar à sociedade civil com qualificações adquiridas durante a permanência no Exército.
A influência britânica nos toques da ordenança militar portuguesa
Tenente-coronel
Pedro Marquês de Sousa
A utilização da música para coordenar acções operacionais na actividade militar ganhou grande importância com o advento da infantaria ligeira, cuja forma de actuar tornava necessária a utilização de sinais sonoros de forma distinta da infantaria de linha, que utilizava apenas os tambores. Numa primeira fase a função operacional da música era assegurada pelos tambores na Infantaria de linha e pelos clarins na Cavalaria e numa segunda fase, na transição para a idade contemporânea, (do século XVIII para o século XIX) temos a utilização dos Corneteiros na Infantaria ligeira.
 
A escola militar inglesa exerceu grande influência em Portugal nesta fase, durante a guerra peninsular contra Napoleão e, no domínio da música militar, contribuiu para as semelhanças dos toques de ordenança no seio dos exércitos aliados da Inglaterra e de Portugal, alguns dos quais ainda estão em uso na ordenança militar portuguesa.
 
São do exército britânico as primeiras regulamentações dos toques de Bugle (Corneta) para infantaria ligeira, através de regulamentos como Regulations for the exercise of Riflemen and Light Infantry, and Instructions for their Conduct in the Field, London, 1798 e The Sounds for Duty & Exercise fot the Trumpet & Bugle Horns of His Majesty's Regiments & Corps of Cavalary, London, 1799.
 
Em Portugal, através da reorganização militar de W. Beresford, a introdução da corneta na Infantaria aconteceu com a criação dos Batalhões de Caçadores, em 1808/1809, cujo modelo orgânico contemplava um corneteiro em cada uma das Companhias de Caçadores e os toques de Corneta que foram regulamentados em Portugal, em 1810, eram semelhantes aos toques britânicos regulamentados, em 1806.
Os esquecidos da guerra: o apoio das mulheres aos prisioneiros da 1ª Guerra
Mestre
Fátima Mariano
Nos anos de 1917 e 1918, sete mil militares do Corpo Expedicionário Português caíram nas mãos do exército alemão, a maioria, após a derrota na batalha de La Lys. Encaminhados para os campos de concentração na Alemanha, os prisioneiros queixavam-se do esquecimento a que os poderes políticos portugueses os tinha votado, da fome, do frio, da doença e da loucura. Um quadro sofrimento que não deixou a sociedade civil portuguesa ficar alheia. Surgiu a comissão de apoio e multiplicaram-se as acções de angariação de roupa e bens alimentares, muitas das quais de exclusiva responsabilidade de mulheres.
Os Kongo, Os Últimos Reis e o Residente Faria Leal (II Parte)
Professor
José Carlos de Oliveira
Quando os portugueses chegaram com as suas caravanas e caravelas, por terra e por mar, à bacia do rio Zaire ou Kongo, na África Ocidental, por volta de 1483, já era longo o conhecimento adquirido pelos Kongo, estabelecidos na bacia do rio Zaire ou Kongo, como mercadores exímios.
 
Naquele tempo, os Kongo dominavam rotas terrestres de longo curso com caravanas imensas. Traficavam, trocando os produtos da terra mais apetecidos e raros com os povos islamizados. Esse comércio, especialmente o resgate de escravos, tomou proporções inimagináveis com a chegada dos mareantes europeus ocidentais. O sistema mágico religioso liderava o pensamento da vida do Kongo. Tudo, absolutamente tudo, o que a vida quotidiana lhes proporcionava, era em si, um ato mágico.
 
Passados mais de 400 anos, a inospitalidade do ambiente físico, a que acrescia o tipo de pensamento dos Kongo não permitia aos europeus o contato físico sem um tremendo esforço. Tiveram de vences obstáculos por demais narrados dos manuais da História. Vale a pena citar aqui o Residente José Heliodoro de Corte Real Faria Leal que, em terras do reino do Kongo, soube gerir, face aos Mfumu a Nsi (senhores do chão sagrado) os negócios de Portugal, de 1896 a cerca de 1914.
Crónicas Militares Nacionais
Tenente-coronel
Miguel Silva Machado
  • Portugal formaliza a retirada do Líbano;
  • Comissão Instaladora do Centro Nacional de Cibersegurança;
  • Força portuguesa no Afeganistão altera composição;
  • Equipa Técnica para os Estabelecimentos Militares de Ensino não Superior;
  • Regimento de Cavalaria n.º 6, Condecorado;
  • Força de Reacção Imediata do EMGFA ativada face à situação na Guiné-Bissau;
  • GNR assinala 101.º aniversário.
Outros Assuntos de Atualidade
  • Lançamento do livro “Forças Armadas em Portugal”
  • Lançamento do livro “1.º de Dezembro - Dia de Portugal”
  • Prémio “Almirante Teixeira da Mota”
Vários
Vários conferencistas
Crónicas Bibliográficas
  • Forças Armadas em Portugal
Major-general Adelino de Matos Coelho
 
  • 1º de Dezembro - Dia de Portugal
Major-general Adelino de Matos Coelho
Major-general
Adelino de Matos Coelho
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