Nº 2593/2594 - Fevereiro/Março de 2018
Linhas de Reflexão

No dia 25 de outubro de 2017, teve lugar nas instalações da Revista um workshop subordinado ao tema “Desafios da Estratégica Militar Nacional”, na sequência de um encontro da mesma natureza que se realizou no pretérito dia 30 de março de 2017, dedicado ao tema “Desafios da Conjuntura Estratégica Atual. Implicações para a Estratégia Nacional”. Ambos os workshops decorreram de acordo com as regras da “Chatham House”, sem declarações atribuíveis a cada um dos participantes.

No encontro mais recente, pretendia-se “pensar” a Instituição Militar, na atualidade, questionando se faria sentido identificar como risco a eventual degradação da capacidade operacional em função de tarefas complementares que se sobrepõem, o Reequipamento, como um centro de gravidade importante, a necessidade crescente de racionalizar Infraestruturas, como operacionalizar uma visão que integre de forma pragmática a sua necessidade em contraponto com a sua funcionalidade e adequabilidade, num quadro cada vez mais complexo e mitigado de eventual alienação, bem como, no que concerne ao Apoio militar de emergência, em relação ao qual muitas questões se colocam, nomeadamente as visões centradas na especialização ou atuação generalista, a adequabilidade de acervos legais o duplo uso dos equipamentos militares e a utilização de equipamento específico.

Neste desiderato, assumiu-se que as questões sobre a Defesa Nacional e as FFAA, independentemente das causas escolhidas para a sua fundamentação, não devem ser discutidas publicamente e, muito menos, em ambientes de confronto de ideias fraturantes, passíveis de incentivar a apelo aos extremos (explorando vazios de poder e estados emocionais instáveis), muitas vezes caracterizados pela disputa de posições em momentos em que os consensos são mais difíceis de alcançar, podendo exacerbar os sectarismos em desvio à pureza da regra democrática, ou ainda de populismo, suscetível de incentivar a violência, mesmo que apenas na forma verbal.

Neste encontro participaram, a convite da Direção da Revista, as seguintes personalidades, cujo elenco incluiu especialistas designados pelo Chefe de Estado-Maior-General das Forças Armadas e pelos Chefes de Estado-Maior da Armada, do Exército e da Força Aérea e do Comandante-Geral da Guarda Nacional Republicana:

– Almirante Fernando José Ribeiro de Melo Gomes

– Tenente-general António de Jesus Bispo

– Vice-almirante João Manuel Lopes Pires Neves

– Tenente-general Joaquim Formeiro Monteiro

– Major-general Tiago Maria Ramos C. A. Vasconcelos (EMGFA)

– Major-general Carlos Manuel Martins Branco

– Brigadeiro-general PilAv Rui Manuel Pires de Brito Elvas (EMGFA)

– Coronel José Alberto Dias Martins (Exército)

– Capitão-de-mar-e-guerra Luís Nuno C. Sardinha Monteiro (Armada)

– Coronel Carlos Manuel Gervásio Branco

– Tenente-coronel Paulo Alves Silvério (GNR)

– Tenente-coronel Francisco José Carvalho Cosme (Força Aérea)

 

Pela Revista Militar, participaram o Presidente da Direção, General José Luiz Pinto Ramalho, os Vogais, Tenente-general João Carlos de Azevedo de Araújo Geraldes e Major-general Manuel António Lourenço Campos de Almeida, e o Diretor Gerente, Major-general Adelino de Matos Coelho.

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REVISTA MILITAR @ 2018
by CMG Armando Dias Correia