Nº 2605/2606 - Fevereiro/Março de 2019 - Número Temático
Delectus, Gomes Pereira Freire de Andrade e Castro: Os primeiros 23 anos de vida em Viena de Áustria

Luís Sertório Ovídio

Introdução*

Gomes Freire de Andrade nasceu e viveu os primeiros 23 anos de vida[1] em Viena de Áustria onde, no decurso da sua formação académica e cultural, teve a oportunidade de contactar com os pensadores das principais correntes humanistas e iluministas da época.

Gomes Freire integrou, muito jovem, uma loja Maçónica primordialmente frequentada pela nobreza intelectual austríaca. O seu percurso militar foi elogiado pelas qualidades e competências militares e de liderança, como também pelo espírito critico e inovador. Durante 35 anos de carreira militar, ao serviço de Portugal, participou em inúmeras batalhas. Revelou, em todas elas, a sua permanente lealdade ao País. De regresso à Pátria, após várias missões, para usufruir uma vida plena e tranquila em família, com Matilde, único amor conhecido do General, é executado[2] após julgamento[3], em que foi acusado de conspiração contra o Rei[4]. Quatro anos depois a sentença foi anulada. Quatro anos que chegaram demasiado tarde para salvar a vida do Homem, mas não para repor a sua Honra. Em todo este processo houve sempre quem reconhecesse as suas qualidades, o impulsionador dos ideais liberais em que hoje assenta a democracia que se fundamenta na garantia dos princípios da liberdade e da igualdade.

A existência de cada individuo é marcada por uma sucessão de acontecimentos e envolvimentos que balizam todo o seu percurso. Contudo, a parte inicial da vida tem um papel determinante na formação da personalidade e carater, uma vez que nela são construídas fundações que tendem a permanecer imóveis ao longo de toda a vida donde emanam comportamentos que se repetem indefinidamente e são impermeáveis à mudança.

A génese e o desenvolvimento da personalidade do General Gomes Freire permanecem ainda hoje em mistério. Embora exista uma vasta bibliografia publicada sobre Gomes Freire, desde a chegada a Portugal, em 1781, até à sua morte, em 1817, pouco se sabe dos 23 anos que viveu na Áustria. Período sobre o qual são várias as questões que se colocam: como cresceu, quem o educou e formou, que valores desenvolveu, qual a razão por que escolheu Portugal?

Para recordar e contribuir para o entendimento desta personalidade tão marcante da nossa vida coletiva, executado há 200 anos, em 18 outubro de 1817, elaborou-se este trabalho com o objetivo de procurar documentar as suas origens, o que foi a vida de Gomes Freire, em Viena, uma das cortes mais evoluídas culturalmente na época, como também, preencher algum do vazio informativo entre 1757[5] e 1780[6] e, por fim, evidenciar o que estruturou a sua personalidade nos primeiros 23 anos.

 

Origens

A origem conhecida da família Gomes Freire de Andrade remonta ao século XIV[7], e o nome perpetuou-se ao longo de gerações.

Gomes Freire de Andrade, avô do General Gomes Pereira Freire de Andrade e Castro, foi, até 1685, tenente general de cavalaria, com a responsabilidade de defesa da província do Alentejo. Pelo seu mérito, no decorrer desse ano, foi nomeado governador do estado do Maranhão, no Brasil, com a patente de general. Após dois anos de comissão no Brasil, o seu desempenho mereceu novamente o elogio do Rei[8] e o regresso à Província do Alentejo, como sargento-mor[9].

Em 13 de junho de 1697, o avô de Gomes Freire atinge o posto de general[10] que manteria até ao final da sua carreira militar.

 

 

Ambrósio Pereira Freire de Andrade e Castro, filho de Gomes Freire de Andrade e pai do General Gomes Pereira Freire de Andrade e Castro, também seguiu a carreira militar[11].

Ambrósio, foi sargento-mor até 1742[12], momento em que foi extinta a “companhia de cavalos” do regimento de cavalaria do Alentejo, cuja extinção conduziu a que Ambrósio Freire de Andrade[13] e Castro[14] fosse nomeado, por Sebastião José de Carvalho e Melo (Marquês de Pombal), para Ministro Plenipotenciário para a Legação em Viena de Áustria. Esta nomeação destinou-se a preencher o lugar deixado pelo próprio Marquês de Pombal, em 1749. Tendo o novo diplomata apresentado as suas credenciais[15], em 21 de maio de 1752, ao Imperador Francisco I.

Um, de entre muitos ofícios enviados por Ambrósio para a Corte Portuguesa, datado de 27 de julho de 1754, refere[16], oficialmente, que esteve na corte austríaca acompanhado pela sua mulher. O casamento com Maria Anna Elisabeth, Condessa de Schaffgotsch e Baronesa de Kynast-Greiffenstein, nome de solteira, realizou-se em 8 de julho de 1754[17]. Após o casamento, a mulher adotou o nome Freire, mantendo o apelido Schaffgotsch, ou seja, Isabel Freire Schaffgotsch. De acordo com a genealogia da família, Maria Anna nasceu em 9 de outubro de 1738[18], filha de Wenzel Ernst, Conde de Schaffgotsch e de Maria Anna, Condessa de Althann.

 

Viena de Áustria

Ambrósio, assim que chegou a Viena, desenvolveu uma profunda amizade com o Conde de Colloredo[19] e também com Manuel Teles da Silva[20] (Conde de Silva-Tarouca[21]), homem muito influente, em boa parte decorrente da sua condição de Conselheiro do Imperador.

A expressão desta influência é facilmente detetada no facto de ter mandado construir o Palácio Albertina, em 1744, hoje museu Albertina, uma das principais atrações culturais de Viena. A ligação ao Conde Silva-Tarouca era muito próxima, visto que a madrinha da filha de Ambrósio era a Duquesa Barbara Amabília Silva-Tarouca, mulher de Manuel Teles da Silva, conforme o registo de batismo de Teresa Freire de Andrade[22], datado de 11 de maio de 1755, na catedral de Santo Estevão.

A amizade com o Conde de Colloredo é testemunhada numa carta[23] remetida ao Marquês de Pombal, em 21 de maio de 1752, onde Ambrósio refere que estava bem acomodado numas instalações cedidas pelo referido Conde, indiciando que o Palais Colloredo foi a sua primeira residência em Viena.

Este convívio permitiu a Ambrósio, então Ministro Plenipotenciário, envolver-se no quotidiano da Corte Austríaca e desenvolver, não só o estreitamento de amizades no seio da Corte vienense como simultaneamente desempenhar com sucesso as suas funções.

Cerca de ano e meio após o nascimento de Teresa, Ambrósio volta a ser pai, desta feita de um rapaz. A criança foi batizada com o nome Gomes Pereira Freire de Andrade e Castro, a 27 de janeiro de 1757, também na catedral de Santo Estevão.

Logo após o nascimento e batismo de Gomes Pereira Freire de Andrade e Castro, Ambrósio enviou[24] ao Marquês de Pombal uma carta onde fala do nascimento do filho e pode ler-se na primeira página que (…) “lhe dei mais um criado”[25], “Queira V. Exa[26] tomá-lo na sua proteção que lhe rogo e de hoje para sempre lho entrego e recomendo”[27]. Nesta carta, é assumido explicitamente o desejo e o compromisso de o filho, apesar de instruído na corte Austríaca, seria educado segunda a identidade portuguesa.

Não existem registos de Gomes Freire ter frequentado alguma escola em Viena. Com efeito, não se identificou qualquer escola onde ele estivesse inscrito ou frequentado em Viena, facto que foi atestado por entidades oficiais austríacas (Arquivo Nacional e Distrital). Assim sendo, tudo indicia que a educação de Gomes Freire foi realizada, em casa, no seio familiar.

O facto de Gomes Freire de Andrade não aparecer inscrito numa escola oficial austríaca, pode levar à especulação, por um lado, que os pais estariam a evitar a nacionalidade austríaca e a obrigação de participar no exército austríaco, pois a Áustria, naquela época, estava em plena Guerra dos Sete Anos. Por outro, que os recursos financeiros de Ambrósio eram escassos, pois vivia do seu ordenado (600$00 réis), correspondente ao lugar que ocupava.

O percurso académico e profissional do pai de Gomes Freire foi seguramente fundamental para a educação do filho. Ambrósio passou por uma proposta para uma carreira eclesiástica no arcebispado de Évora, em 1716, que não se consumou. Depois frequentou a faculdade de Coimbra, curso de direito, entre 1717 e 1719. Em seguida, ingressou na carreira militar até atingir o posto de Marechal de Campo. Finalizou o seu percurso profissional como Ministro Plenipotenciário, em Viena.

Os últimos anos de vida de Ambrósio na Corte Vienense proporcionaram a toda a família o convívio com os mais ilustres representantes da nobreza austríaca. Gomes Freire de Andrade, com 13 anos de idade, aprendeu as técnicas de equitação (“dressage” clássica) com o 1º picador do Imperador na escola de equitação – Spanish Riding School – com cavalos “Lipizzaner”. Ainda em 1770, Gomes Freire participava em sessões equestres com outros cavaleiros e com o próprio Imperador.

O jovem Gomes Freire desde cedo que começou a colaborar com o pai no registo de documentos, como atesta uma sua carta, datada de 25 de setembro de 1770, referindo que o filho o apoia no secretariado, ao traduzir documentos e escrever ofícios.

Gomes Freire usufruiu de uma educação cuidada, que envolvia tanto o desenvolvimento das aptidões físicas e o domínio equestre como o enriquecimento intelectual através do estudo aprofundado das letras, visível na correspondência elaborada em diferentes idiomas. O percurso formativo foi abruptamente interrompido com a morte do pai, em 14 de novembro de 1770, às 23 horas, com 70 anos de idade. O registo do óbito[28] foi feito a 16 de novembro de 1770, na Catedral de Santo Estevão.

Na certidão de óbito verifica-se que a última residência oficial conhecida da família Gomes Freire na Áustria foi o Pallais Collalto. De acordo com os registos oficiais[29], viveram neste Palácio dez anos, entre 1760 e 1770. Estes 10 anos, de grande conforto familiar, deram a Gomes Freire um vasto leque de oportunidades de formação. Em outubro de 1762, a família Freire de Andrade teve a possibilidade de assistir ao primeiro concerto de Mozart, quando este tinha apenas 6 anos, em Viena, no Pallais Collalto.

Gomes Freire, apesar de ainda adolescente, no momento da morte do pai, revela nas suas ações o mesmo caráter da herança familiar, escrevendo uma carta ao Rei de Portugal[30], onde se pode ler que deseja “perpetuar o vínculo à Coroa Portuguesa”, honrando o que o pai havia feito aquando do seu nascimento.

A de 26 novembro de 1770, D. Isabel Freire manifestou a intenção de partir para a Bohémia com os dois filhos, Teresa com 15 anos e Gomes Freire com 13 anos de idade, dando disso notícia ao Marquês de Pombal, através de uma carta[31], onde, a par de expressar a dor sentida pela perda do marido, sublinha também preocupações financeiras decorrentes da sua situação de viúva com filhos menores.

A Corte Portuguesa, sensibilizada com a carta de D. Isabel, em 1771, atribuiu a comenda da herdade de Mendo Marques à família Freire de Andrade, procurando assegurar os seus meios de subsistência. Muitos anos antes, em 27 de abril de 1754, a Chancelaria de D. José I (Livro 45, folha 287) havia registado que a viúva de Ambrósio receberia dois mil cruzados, por ano, durante a viuvez.

O jovem Gomes Freire, com apenas 15 anos, uma semana após a chegada do Embaixador substituto José de Sá Pereira a Viena, apresentou-se pessoalmente na Embaixada na presunção de receber mais apoio para ultrapassar as dificuldades que a família estava a viver. Segundo as palavras do embaixador, “Gomes Freire tem uma boa figura, excelente reputação e boa educação.” Sá Pereira refere enfaticamente que a mãe se tinha “esmerado na educação dos filhos”.

Em 29 de julho de 1775, num ofício de um novo embaixador português em Viena, António Rangel Pereira de Sá, para a Corte Portuguesa, refere, que Gomes Freire “tem grande desejo de se empregar no serviço militar da coroa portuguesa” e, concomitantemente, ajudar a sustentar a mãe e irmã. Acrescenta, como o seu antecessor, que Gomes Freire de Andrade tem excelentes qualidades pessoais em resultado da grande aplicação e estudo com que a mãe o tem feito instruir em todas as artes e ciências para o habilitar a servir a Coroa Portuguesa e a sua Pátria.

Pereira de Sá insistiu várias vezes para que a Corte Portuguesa resolvesse as dívidas da embaixada e também as de Ambrósio Freire de Andrade e Castro.

De facto, os anos após a morte de Ambrósio foram de extrema dificuldade familiar. No entanto, D. Isabel esforçou-se para continuar o trabalho educacional de forma que o filho pudesse servir com distinção e dignidade a Coroa Portuguesa. O destino do General Gomes Freire cumpriu-se como os pais preconizaram e desejaram.

Sobre o percurso maçónico de Gomes Freire pouco ou nada se sabe. Quando foi a data exata da iniciação? E quem o iniciou? São dúvidas que permanecem. De acordo com o que se conseguiu obter, a Loja a que pertenceu Gomes Freire foi a Loja “Zur Gekrönten Hoffnung” (Esperança Coroada), onde aparece referido como membro ausente, desde 1781[32].

Gomes Freire foi, muito provavelmente, iniciado entre 1778 e 1780, em Viena, tendo, durante a sua vida, aprofundado progressivamente a sua participação na Maçonaria que culminou com o desempenho do cargo de Grão-Mestre do Grande Oriente Lusitano.

 

Partida

Com base nas fontes consultadas, torna-se percetível que Gomes Freire de Andrade parece ter sido educado, desde o dia do seu nascimento, para ser português. Podemos interrogar-nos como foram valorizados os usos e costumes de um país que o não viu nascer e que ele nunca conhecera. Não obstante, é Portugal que ele quer servir. Refletir sobre esta intenção de vida, tendo consciência das circunstâncias e conjunturas das realidades da época, na constante incerteza do que é o futuro, estamos perante alguém que foi estruturado e se estruturou em alicerces fortes e nobres que posteriormente se vieram a verificar através do percurso de honra que o marcou.

Voltando ao momento em que a família Gomes Freire vive as agruras da morte do pai e a falta de recursos financeiros, alguém[33] na Corte Portuguesa se interessou pelo jovem adulto Gomes Freire e alterou o rumo negativo dos acontecimentos. Esta alteração permitiu que momentaneamente se minimizassem as dificuldades da família Freire de Andrade, sendo de registar que, em 10 de abril de 1780, D. Maria I assina a ordem para que Gomes Freire de Andrade fosse armado Cavaleiro da Ordem de Cristo[34]. Em setembro de 1780, Gomes Freire manifestou pessoalmente o desejo de seguir para Portugal ao novo embaixador em Viena, o Conde de Oyenhausen.

Numa sessão de trabalho com o embaixador português, em 1780, o Imperador José II deu boas referências de Gomes Freire sublinhando que era “bem-criado” e de “boa reputação”.

Gomes Freire, em 31 de outubro de 1780, foi armado cavaleiro da Ordem de Cristo na Catedral de Santo Estevão, em Viena, com toda a pompa e segundo o cerimonial da Ordem.

Em 5 de dezembro de 1780, partiu oficialmente para Lisboa, tendo então o seu primeiro contacto físico com a terra do pai e do avô. A Pátria a que tinha jurado fidelidade sem saber o que esperava.

 

Epílogo

Delectus, por que escolheu Gomes Freire servir Portugal?

A documentação consultada permitiu conhecer as suas origens, tanto o ramo da Boémia como do português. No que diz respeito à sua formação, ficámos a saber que auxiliava como secretário o pai, pois elaborava, em português, cartas e ofícios para a Corte Portuguesa.

Apesar de todo o infortúnio familiar, Gomes Freire nunca se afastou das intenções declaradas pelo pai, logo após o batismo, de servir a Coroa Portuguesa. Aos 13 anos, escreveu uma carta ao Rei de Portugal reiterando a sua lealdade à Coroa Portuguesa. Aos 15 anos, logo após a chegada do novo Embaixador, Gomes Freire apresentou-se na embaixada em Viena, com a intenção de pedir apoio financeiro para a família. Aos 18 anos, voltou à embaixada para solicitar a sua integração no serviço militar português. Aos 23 anos, D. Maria I atribui-lhe o grau de Cavaleiro da Ordem de Cristo e autorizou, desta forma, a sua integração no serviço militar.

Apesar de apenas sabermos alguns pormenores de Gomes Freire através de cartas ou ofícios enviados, ou pelo pai, ou pela mãe, fica-nos um registo do possível que marcou a sua personalidade e a razão da sua escolha para vir, como militar, servir o reino de Portugal.

Pensamos que não foram somente as cartas em que o pai o oferece como servidor do reino, algo formou aquela personalidade desde muito jovem. Tanto o pai como o avô foram honrados militares ao serviço de Portugal, logo, estes legados foram-lhe certamente transmitidos ao longo da sua juventude. Gomes Freire foi instruído e formado, de modo a desenvolver valores pessoais de um cidadão integrante da elite portuguesa. A sua educação e a formação, ao longo dos 23 anos vividos na Áustria, estruturaram-no como indíviduo capaz de fazer uma escolha de vida, honrando o legado do pai (Ambrósio) e do avô (Gomes Freire de Andrade) ilustres militares do exército português.

 

Bibliografia

Brandão, Raul, Vida e Morte de Gomes Freire, 2007.

Chaby, Claudio de (1872), Synopse dos decretos remittidos ao extincto Conselho de Guerra, Volumes 3-4.

H. Madureira dos Santos, Coronel, (1957) Catálogo dos Decretos do Extinto Conselho de Guerra, Arquivo Histórico Militar.

Lopes, António, (2003), Gomes Freire de Andrade: um retrato do homem e da sua época, Grémio Lusitano, 2003.

Matoso, José, 1993, História de Portugal, V vol., Circulo de Leitores

ÖSTERREICHISCHES STAATSARCHIV em Viena.

Torre do Tombo – Espólio do MNE – arquivo central-- correspondência das legações portuguesas- Viena – Caixa 513 (1735 a 1756); Caixa 514 (1757 a 1760); Caixa 515 (1761 a 1764); Caixa 516 (1765 a 1769); Caixa 517 (1770 a 1777); Caixa 518 (1778 a 1782); Caixa 721 (1787), Lisboa.

Torre do Tombo – MNE, arquivo das delegações, ofícios para a corte, liv. 732; liv.741, Lisboa.

Torre do Tombo, Chancelaria D. João V, liv. 118, Lisboa.

Torre do Tombo, Habilitações da Ordem de Cristo, letra g, maço 6, nº23, Lisboa.

Torre do Tombo, registo geral de mercês de D. José I, liv. 8, f.388v, Lisboa.

Torre do Tombo, Casa das Rainhas, NT 637, cx. 486, Lisboa.

Torre do Tombo, Biblioteca Lusitana Histórica, crítica e cronológica, SP 95.

Torre do Tombo, feitos findos, registo geral de testamentos, liv. 239, f. 87.

Torre do Tombo, registo geral das mercês de D. Maria I, liv.18.

Internet

Link para pesquisa das certidões de nascimento, casamento e óbito em Portugal:

http://tombo.pt/.

Link para pesquisa das certidões de nascimento, casamento e óbito em Viena de Austria:

http://icar-us.eu/en/cooperation/online-portals/matricula/.

http://www.data.matricula.info/php/view.php?ar_id=3670&link=393030314dx736#&path=-0.04053
589831672964&posY=-0.22741326004809345&zoom=0.07500000000000001&path=60c7c76bd7d06e6bd530fdfc3a3ef638306bdb37383a3736c76bf7eae1e1e0d5c76bf7e1eec5eee0c76bf76f3a3637fe303732fdfefd36f13430376be1eec5eee06be0efe3ea6be0efefec6beae1e1e06be1ecc56d3b3d6be1e0e3efc739f13f.

Link para pesquisa das certidões de nascimento, casamento e óbito em Praga:

http://www.ahmp.cz/eng/index.html.

 

Nota:

* A presente comunicação, enquadrada pelo Colóquio Internacional – Gomes Freire de Andrade: O Homem e o seu Tempo – foi extraída de um trabalho, do mesmo autor e com o mesmo título, ancorado num projeto fotográfico que revela, em primeira mão e de forma organizada, lugares e documentos relacionados com a vida de Gomes Freire de Andrade, entre 1757 e 1780.

 


[1]    Exatamente 23 anos, 10 meses e 8 dias.

[2]    “D. Miguel – Senhores Governadores: aí tendes o chefe da revolta. Notai que lhe não falta nada: é lúcido, é inteligente, é idolatrado pelo povo, é um soldado brilhante, é um grão-mestre da Maçonaria, e é senhores, um estrangeirado…”, Monteiro, Luís de Sttau (1999), Felizmente Há Luar, Maio, Areal Editores, pág. 71.

[3]    A sentença foi anulada em 1821.

[4]    D. João VI que estava no Brasil.

[5]    Ano de nascimento.

[6]    Ano da partida para Portugal.

[7]    De acordo com o Nobiliário de Famílias de Portugal da autoria de Felgueiras Gaio, edição 1989, vol. I, pág. 140.

[8]    D. Pedro II.

[9]    Excerto da “Synopse dos decretos remittidos ao extincto Conselho de Guerra”, Volumes 3-4, Cláudio Chaby.

[10]    Excerto da “Synopse dos decretos remittidos ao extincto Conselho de Guerra”, Volumes 3-4, Cláudio Chaby.

[11]    Foi batizado a 7 de agosto de 1700, na Igreja de Santos o Velho, em Lisboa, filho de Gomes Freire de Andrade e de Luísa Clara de Menezes.

[12]    Synopse dos decretos remitidos ao extincto Conselho de Guerra”, Volumes 3-4, Cláudio Chaby.(pág. 366). Ambrosio, em 1737, estava no posto de Sargento Mayor.

[13]    Deixou de assinar com o apelido “Berredo” e substituiu por “Freire de Andrade” quando ingressou no exército.

[14]    Ambrósio, em 15 de abril de 1764, enquanto desempenhava as suas funções de embaixador em Viena (1752-1770), foi promovido a Marechal de campo (processo pessoal no Arquivo Histórico Militar).

[15]    Link – idi.mne.pt/titulares.

[16]    Caixa 513.

[17]    Não se conhece o local.

[18]    Local desconhecido.

[19]    Conde Austríaco, segundo Ambrósio, foi nomeado ministro para Inglaterra e promovido a General em 1753 (liv. 732).

[20]    Português que estava integrado na corte austríaca.

[21]    Filho de João Gomes da Silva, 4º Conde de Tarouca que foi embaixador português em Viena, entre 1726 e 1738.

[22]    Irmã mais velha de Gomes Freire.

[23]    Caixa 513.

[24]    Torre do Tombo.

[25]    Segunda e terceira linha.

[26]    Marquês de Pombal.

[27]    Linha 13 a 15.

[28]    http://icar-us.eu/en/cooperation/online-portals/matricula/.

[29]    ÖSTERREICHISCHES STAATSARCHIV.

[30]    Torre do Tombo.

[31]    Torre do Tombo.

[32]    Austrian State Archives.

[33]    Presumivelmente o 2º Duque de Lafões que se ofereceu como voluntário para lutar ao lado dos austríacos na Guerra dos Sete anos (1756/63). No decurso dessa passagem por Viena terá feito amizade com Ambrósio.

[34]    Torre do Tombo.

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by CMG Armando Dias Correia