Nº 2446 - Novembro de 2005
Crónicas Bibliográficas
GUERRA DE INFORMAÇÃO
Perspectivas de Segurança e Competitividade
 
As Edições Sílabo Lda apresentam esta obra numa altura em que o enquadramento conceptual, tecnológico, terminológico e operacional da Guerra de Informação está a ultrapassar o âmbito militar integrando-se nos mundos empresarial e político.
 
Na Sociedade globalizada e abrangente da actualidade coexistem novas ameaças com novas oportunidades constituindo-se as tecnologias da informação/comunicação suporte instrumental de utilidade permanente. A explicação deste con­ceito, detalhada e metodologicamente conseguida com excelência, ultrapassa o que se espera dum livro em termos de dar a ver, e compreender, um novo tipo de guerra onde a competitividade é permanente.
 
A obra para além dos Agradecimentos, que se registam para recordar que a sua origem se situa num trabalho de investigação desenvolvido no âmbito do Curso de Defesa Nacional 2002/03, dois Prefácios, Introdução e Conclusões, organiza-se em três capítulos, Sociedade Centrada em Rede, Guerra de Informação e Futuro Prospectivo e completa-se com pormenorizados anexos [Termos e conceitos sobre a Segurança na Internet; Serviços de resposta a incidentes de Segurança Informática Europeus e Estatísticas 1988-2004 (CERT - Coordination Center e US-CERT)], actualizada Bibliografia e oportuno Glossário.
Dos Prefácios destacamos os seus finais:
 
Como é explicado no texto, não há serviços públicos nos países mais desenvolvidos, nem empresas de sucesso em todo o mundo que não conheçam e não apliquem os conceitos e métodos apresentados, já que são a sobrevivência, a segurança e a competitividade que estão em causa.
Como disse inicialmente, este trabalho deve não só ser lido, mas também ser estudado e aplicado conscientemente.” (Tenente-General Garcia Leandro, 24 de Março de 2005).
PORTUGAL como País, como Economia, como Cultura, como Sociedade, está totalmente na Pré-História neste domínio. A começar pelo Estado e pela Administração Pública, cujo caos informacional daria vontade de rir se não fosse trágico para a Nação. E infelizmente continuam a confundir-se os aspectos tecnológicos da Sociedade da Informação com esta problemática que é, na sua essência, totalmente distinta. Mas este estado de coisas aplica-se igualmente ao mundo institucional, em particular, ao empresarial, das PME às grandes empresas, onde a Governação Corporativa da Informação é efectivamente hoje - salvo poucas excepções - totalmente inexistentes.
Que esta obra sirva para ‘OS CIVIS’ tomarem juízo neste domínio. Porque sem civis, afinal, não são precisos ´MILITARES’!” (Professor Doutor, Engenheiro, José Tribolet, 18 de Abril de 2005).
 
Mas dos três capítulos base da obra o que se sugere é o seu estudo prioritário e completo, tal a clareza e utilidade, a todos os níveis, do texto. No articulado fica-se a conhecer conceitos e práticas da guerra centrada em rede, em termos das suas implicações nos sectores de Segurança e Defesa das próximas décadas; que nos mundos da Guerra de Informação as novas tecnologias e sistemas de informação se baseiam em meios multimedia e hipermedia e tiram cada vez mais partido das potencialidades técnicas do conjunto computadores/comunicações; em termos prospectivos destaca-se que, “A encriptação constitui uma tecnologia fundamental para se proteger a privacidade do conteúdo da informação nas mensagens, embora sem proteger as origens da informação, pois o computador de origem pode ser identificado através do ponto de entrada na rede”.
Por fim ainda se destaca a forma como o autor alerta para a influência da era mediática, em termos de tirar partido da gestão da opinião pública, salientando, no entanto, que dos conflitos e das operações militares, em termos da guerra de informação, muito pouco se sabe e de um modo geral não chega ao grande público.
A Revista Militar agradece a “Edições Sílabo” o exemplar enviado para a sua Biblioteca, felicita o seu Editor e o Autor, Coronel de Transmissões, Engenheiro, Mestre em Gestão de Projectos, José António Henriques Dinis.
 
António de Oliveira Pena
Coronel, Director-Gerente do Executivo da Direcção da Revista Militar
Coronel
António de Oliveira Pena
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2005-12-15
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by CMG Armando Dias Correia