Nº 2551/2552 - Agosto/Setembro 2014
Nota Introdutória
Prof. Doutor
José Varandas

Senhor Presidente da Direção da Revista Militar

Está a terminar mais um dia de intenso trabalho académico, aqui na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Concluiu-se um Colóquio organizado pela Revista Militar e onde se falou, se discutiu, se apresentaram teses e problemas acerca da participação militar portuguesa no contexto das operações militares nos teatros de operações africanos durante a I Guerra Mundial. Falou-se de História. Falou-se sobre processos, dinâmicas, transformações, em muitas das intervenções, pela primeira vez, o que determinará novas perspectivas para o futuro no campo da investigação. E, como esta está ainda por fazer! Trouxe a Revista Militar novas perspectivas de abordagem sobre um aspeto tão interessante e pouco conhecido como é este.

Falou-se de História Militar, e bem. E a Faculdade de Letras, ouviu.

Termina o dia com outro momento. O lançamento de mais um número da Revista Militar. Exemplar tarefa da instituição militar na contribuição para o conhecimento da história dos portugueses e de Portugal. Esta Revista é um sólido marco na investigação da História Militar. É fundamental. Nela se agregam várias perspectivas, das quais destaco a importante contribuição para a problematização e para a abertura de novos caminhos de investigação; a sistematização da informação disponível e a manutenção, através de gerações de militares muito competentes, de um processo de construção historiográfico. Este novo número trouxe à Faculdade de Letras a possibilidade de se poder associar à celebração de um momento muito importante na história da sociedade portuguesa, o das comemorações sobre a I Guerra Mundial.

Saudamos a Revista Militar, mas também a presença, nesta Faculdade, da Comissão para essas mesmas comemorações. Talvez daqui a cem anos outros estejam a comemorar o mesmo evento, tendo como base o que sabiamente aqui, hoje, se disse e que ficarão expressas para sempre no próximo número da Revista Militar.

Não queria terminar já sem agregar a tudo aquilo que disse algo que é matéria intrínseca da minha profissão (a de professor) e, se quiserem, da essência dos investigadores do Centro de História, junto aos sócios da Revista Militar e ao público mais variado que preencheu este anfiteatro, neste dia tão especial. Gostava de, ao saudar o público presente, juntar um outro que cá está e que é fundamental para os próximos cem anos, um conjunto de jovens que estão a ser formados nesta Faculdade, na perspectiva do trabalho sobre estas memórias. E, Senhores Generais, se me permitem, queria saudar, na pessoa do Senhor General Adelino de Matos Coelho, a notável coordenação de um grupo de jovens investigadores que estão integrados num projeto de investigação sobre a presença militar portuguesa em África durante a I Guerra Mundial e que decorre no Centro de História da Universidade de Lisboa.

Esta Cerimónia, este Colóquio, esta Revista, é também um elemento formativo e um elemento prospectivo naquilo que pode ser a construção do saber ouvir e do saber falar, mas na construção de uma rede de saber entre esta Faculdade de Letras e as Forças Armadas Portuguesas, virada para o Futuro.

Muito obrigado a todos, sobretudo à Revista Militar, e contem com o Centro de História e com esta Faculdade para esse trabalho em comum sobre o Futuro.

Muito Obrigado!

Gerar artigo em pdf
2014-12-17
767-773
685
13
REVISTA MILITAR @ 2019
by CMG Armando Dias Correia